segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Após melhora defensiva, São Paulo ainda busca acertar o ataque


Aloisio osvaldo são paulo gol benfica eusebio cup (Foto: Agência EFE)
Tricolor quebra jejum em Portugal, mas Rogério Ceni e Paulo Autuori destacam necessidade de uma melhora do setor ofensivo para o Brasileiro.
Depois de 14 jogos de agonia, o São Paulo quebrou a série negativa na vitória por 2 a 0 sobre o Benfica. Com mais um jogo no exterior, diante do Kashima Antlers, quarta-feira, no Japão, pela Copa Suruga, o Tricolor corre atrás de ajustes antes de voltar à realidade do Campeonato Brasileiro. Depois da evolução defensiva, o time busca agora acertar o ataque.
Pelo menos, o jejum ofensivo foi quebrado. O time estava há seis rodadas sem balançar as redes adversárias, igualando o recorde de 1936. Aloísio, bastante cobrado por perder algumas oportunidades consideradas mais fáceis, também desencantou no Estádio da Luz.
– Está havendo uma evolução no conjunto e na marcação. É o começo. Se não temos uma boa postura defensiva, não vamos chegar ao ataque. Temos de evoluir na transição, estar mais com a bola, chutar mais a gol – afirmou o goleiro Rogério Ceni.
O técnico Paulo Autuori evitou festejar a vitória em Portugal por entender que o time ainda precisa melhorar. Desde que foi contratado, ele vem lamentando não ter muito tempo para treinar e corrigir as falhas apresentadas. Em 12 dias, o Tricolor tem seis partidas.
– Não tem mágica. Eu só entrei em campo para treinar uma vez. Quando as coisas acontecem dessa maneira, vira uma bola de neve. Essa vitória pode não significar nada. Sou muito pragmático. Eu esperava que acontecesse uma evolução em alguns pontos. Vamos valorizar as pequenas vitórias no futebol coletivo.
Para evitar um desgaste físico ainda maior, a comissão técnica liberou o zagueiro Rafael Toloi, o volante Fabrício, o meia Jadson e o atacante Osvaldo para voltarem ao Brasil. Eles e o zagueiro Paulo Miranda, com uma lesão na coxa esquerda, ficarão treinando no CT da Barra Funda, enquanto o restante do grupo segue até o Japão para enfrentar o Kashima Antlers, quarta-feira, pela Copa Suruga.
Depois, os são-paulinos voltarão à realidade. No sábado, o time pega a Portuguesa, no Canindé, precisando vencer para deixar a zona do rebaixamento e não permitir que a crise apareça outra vez.

Time sub-18 do São Paulo conquista torneio na China


Ty é escolhido o melhor jogador da competição (Foto: Divulgação/saopaulofc.net)
Equipe comandada por Sérgio Baresi goleia Shangdong por 4 a 0 na madrugada deste domingo.
O time sub-18 do São Paulo conquistou a Weifang Cup na madrugada deste domingo, ao vencer o Shangdong por 4 a 0, no Estádio Olímpico de Weifang, na China. Comandados por Sérgio Baresi, Pedro Leão, Ty, Aguilar e Leonardo Coca fizeram os gols que deram o título ao Tricolor.
Para erguer a taça, o São Paulo passou pelo Chivas Guadalajara (4 a 1), Seleção do Irã (2 a 0) e empatou com a Seleção da Coreia do Norte (1 a 1), na primeira fase. Já nas quartas de final, venceu a Seleção de Myamar (2 a 0) e, em seguida, na semifinal, derrotou o Porto nos pênaltis (5 a 3, depois de empate por 3 a 3 no tempo normal).
Autor de um dos gols marcados na final, o atacante Ty foi eleito o melhor jogador do torneio que desde 2006 é disputado na província de Shangdong, região que fica no leste da China. Outro representante brasileiro na competição, além do São Paulo, foi o Botafogo, que acabou eliminado na semifinal.
Foi o terceiro título de categorias de base do Tricolor no ano. No início da temporada, o time sub-15 conquistou a Copa do Brasil, enquanto que o sub-17 faturou a Future Cup. Para o restante do ano, o sub-20 ainda joga o Campeonato Paulista e em breve entrará em campo pela Copa do Brasil; o sub-17 está nas quartas de final da Copa do Brasil e aguarda o retorno dos jogos do Campeonato Paulista (segunda fase), que também é disputado pelo sub-15.

Após título na Copa Eusébio, Maicon espera conquistar vaga na equipe


Maicon São Paulo (Foto: Site Oficial / saopaulofc.net)
Meia entrou bem durante a partida contra o Benfica e pode ser titular nesta quarta, quando o São Paulo pega o Kashima Antlers, pela Copa Suruga.
A entrada de Maicon no lugar de Fabrício durante a partida com o Benfica, neste sábado, funcionou. O São Paulo melhorou e conseguiu encerrar a série de 14 jogos sem vitória, ao derrotar os portugueses por 2 a 0, na decisão da Copa Eusébio, no Estádio da Luz, em Lisboa. Animado com o desempenho da equipe, o meia espera seguir no time que enfrentará o Kashima Antlers pelo título da Copa Suruga, nesta quarta, no Japão.
- Não ganhamos nada ainda, porque foi um jogo amistoso teoricamente. Conseguimos atacar mais vezes contra uma equipe qualificada e, agora, vamos para o Japão atrás de mais uma boa atuação. Nossa intenção é chegar bem no Campeonato Brasileiro e tirar o time dessa situação -  disse o camisa 18, em entrevista ao site oficial do clube.
Apesar de ressaltar o caráter amistoso dos jogos, Maicon entende que boas atuações nestas partidas aumentam a confiança do grupo tricolor e podem contribuir para melhorar o desempenho da equipe no Campeonato Brasileiro. A equipe está na zona do rebaixamento.
- Estamos passando por um momento difícil, mas a vitória sobre o Benfica foi essencial para dar mais confiança. Esses jogos na Europa têm sido importantes para ajustar o time. Claro, temos que melhorar muito, mas estamos conscientes de que tivemos uma boa melhora
O São Paulo retorna ao Brasil logo após o duelo com o Kashima Antlers e, no sábado ,já enfrenta a Portuguesa no Canindé, em confronto direto contra a zona de rebaixamento.

São Paulo faz treino em 'campo inimigo' na chegada ao Japão


Ceni se exercita de olho em mais um desafio (Foto: Carlos Augusto Ferrari/Globoesporte.com)
Desgastados fisicamente, jogadores realizaram atividade na academia no CT do Kashima Antlers, adversário de quarta, pela Copa Suruga.
Os jogadores do São Paulo seguem a fase de adaptação ao fuso-horário do Japão. Nesta segunda-feira, poucas horas depois da viagem de Lisboa até Tóquio, o elenco realizou o primeiro tempo em Kashima, palco da partida contra o Antlers, quarta, às 7h (de Brasília), pela Copa Suruga.
Com o desgaste físico pela maratona de jogos nos últimos dias, a comissão técnica optou por realizar apenas um trabalho regenerativo. Os atletas se exercitaram em bicicletas ergométricas no centro de treinamentos do clube japonês e sequer utilizaram o campo.
O técnico Paulo Autuori está bastante preocupado com o cansaço do grupo. Nos últimos seis dias, o Tricolor atuou três vezes: Bayern de Munique (0 a 2), Milan (0 a 1), pela Copa Audi, na Alemanha, e Benfica (2 a 0), pela Copa Eusébio, em Portugal.
Os jogadores só voltarão a treinar com bola na terça à tarde, na atividade que vai decidir os titulares para enfrentar os japoneses. Os zagueiros Rafael Toloi e Paulo Miranda, o volante Fabrício e o atacante Osvaldo voltaram ao Brasil no domingo para descansar.
A ideia do comandante é de que assim parte do time já esteja bem fisicamente para enfrentar a Portuguesa, sábado, no Canindé, pelo Campeonato Brasileiro. O Tricolor precisa vencer para deixar a zona do rebaixamento.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Grito preso: São Paulo não consegue marcar um gol há dez horas


Paulo Autuori (Foto: Site Oficial / saopaulofc.net)
Tricolor não ficava seis partidas sem balançar as redes desde o primeiro ano de sua fundação. Autuori reclama também dos meias.
Os almanaques que registram a história do São Paulo precisarão de atualizações depois da temporada 2013. Após a derrota por 1 a 0 para o Milan, em Munique, o Tricolor igualou mais um recorde negativo. O time chegou a nada menos do que seis partidas seguidas sem fazer gols. O último foi o segundo na derrota por 3 a 2 para o Vitória, dia 14 de julho, em Salvador, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Rogério Ceni marcou aos 35 minutos do primeiro tempo. De lá para cá, são 595 minutos sem balançar as redes. São praticamente dez horas de bola rolando sem um grito de gol são-paulino.
A última vez que o time passou seis partidas consecutivas sem marcar foi em 1936. Naquela ocasião, as redes adversárias não foram balançadas entre os dias 25 de abril e 28 de junho. A equipe perdeu para Santos (0 a 2), São Paulo Railway (0 a 1), Estudantes (0 a 1), Albion (0 a 1), Juventus (0 a 1) e Rio Preto (0 a 1).
Desta vez, os números só fizeram crescer a sequência negativa de resultados – 14 partidas sem vencer. O Tricolor passou em branco contra Corinthians (0 a 2), Cruzeiro (0 a 3), Internacional (0 a 1), Timão outra vez (0 a 0), Bayern de Munique (0 a 2) e agora o Milan (0 a 1).
Apesar da seca, o técnico Paulo Autuori não culpa apenas os atacantes. Segundo ele, os jogadores responsáveis pela armação no meio de campo também precisam cooperar para que o jejum acabe. Ganso e Jadson, aliás, não vivem bom momento.
– A bola precisa chegar até a frente. Precisamos parar de tocar tanto, tanto e muito para trás. A projeção dos meias sem a bola sempre foi um ponto forte do futebol brasileiro. Agora, os meias precisam voltar para pegar a bola porque os volantes perderam qualidade – disse Autuori.
O momento dos atacantes é um reflexo dos resultados. A dupla considerada titular também vive uma crise. Luis Fabiano não marca desde 12 de junho, no empate por 1 a 1 contra o Grêmio, em Porto Alegre. Lesionado, ele não viajou com a delegação para a Europa.
Já Aloísio não consegue engrenar e vem perdendo boas oportunidades nas últimas partidas, como aconteceu diante do Milan. Silvinho, contratado após se destacar no Penapolense no Paulistão, e Ademilson, promessa das categorias de base, também estão longe de agradar.
O ano vem sendo de recordes negativos do São Paulo, mergulhado na crise dentro e fora de campo. O time quebrou a sequência histórica de 11 partidas sem vencer de 1951 e 1986. Depois, superou a marca de 1936 em que acumulou seis derrotas consecutivas (chegou a oito).
A delegação do São Paulo deixa a Alemanha nesta sexta-feira, rumo a Portugal, onde encara o Benfica, em Lisboa, em amistoso neste sábado.

Ilegal na Alemanha, Breno aguarda visto de trabalho para ter condicional


Breno bayern de munique tribunal julgamento (Foto: Agência Reuters)
Jogador aguarda autorização trabalhista do governo da Alemanha para poder ser contratado como funcionário de uma das lojas do Bayern.
Os próximos dias serão decisivos para o zagueiro Breno deixar a prisão de Stadelheim, região de Munique, na Alemanha. O jogador, preso há um ano e um mês sob a acusação de incendiar a própria casa, aguarda pelo visto de trabalho para ganhar a liberdade condicional.
Desde que o contrato com o Bayern de Munique acabou, em janeiro de 2012, o defensor não possui mais autorização legal para exercer qualquer profissão e até mesmo permanecer no país. Por isso, para deixar a cadeia durante o dia, o jogador precisa da aprovação do governo local.
O visto pode ser emitido até a próxima quarta-feira para que ele possa obter a condicional. Caso isso não aconteça, toda a direção do presídio entrará em férias, obrigando o jogador a ter de aguardar o retorno deles somente no mês de setembro.
Segundo seus advogados, Breno preenche os requisitos de bom comportamento para ganhar a liberdade temporária e recebeu do Bayern de Munique uma oferta de emprego. Ele trabalhará em uma das lojas que o clube possui na cidade, mas terá de retornar à prisão no período da noite para dormir.
O zagueiro, porém, ainda tem um longo caminho a percorrer para ficar livre e voltar a jogar futebol. Ele precisa cumprir mais dois anos e oito meses de detenção, o que o colocaria em liberdade somente em abril de 2016, já com 25 anos.
Apesar de estar preso, Breno assinou um contrato com o São Paulo - os familiares estão recebendo o valor que seria pago ao jogador. O vínculo vai até 7 de outubro de 2015, mas pode ser prorrogado para que ele atue pelo Tricolor assim que deixar a cadeia.
Breno teve uma carreira meteórica ao conquistar o título brasileiro de 2007, primeiro ano dele como profissional. Na Alemanha, porém, nunca se firmou e acabou emprestado pelo Bayern ao Nuremberg antes de se envolver nesse incidente.

Ganso vira 'mico' no São Paulo, e Autuori apela ao trabalho mental


Ganso (Foto: Site Oficial / saopaulofc.net)
Treinador não encontra respostas para queda de produção do meia, cobra mais competição dele e indica ser favorável a um trabalho psicológico.
Não tente encontrar respostas no São Paulo sobre Paulo Henrique Ganso. Diretoria, aliados e comissão técnica não conseguem compreender como o reforço de R$ 23,9 milhões, o parceiro de Neymar, o craque que encantou no Santos, virou um jogador comum no Morumbi. Depois da derrota por 1 a 0 para o Milan e de mais uma atuação discreta do camisa 8, nesta quinta, durante o Torneio de Munique, na Alemanha, Paulo Autuori revelou que vem forçando a cabeça de Ganso a entrar em ação.
Mais do que tirar o time da crise, o treinador chegou ao Tricolor com a missão de recuperar jogadores importantes. A expectativa gerada desde a chegada do ex-santista afunda a cada partida apagada que ele faz. Para o comandante, só o atleta tem a chave do problema.
– Seria presunção de minha parte fazer um prognóstico. Todos que analisam o futebol e o seguem também não entendem. Acho que o grande lance é o próprio Ganso ter essa resposta. Minha primeira conversa com ele foi exatamente essa, de ele fazer essa pergunta a ele mesmo. Se foi por lesão, por isso ou aquilo. Acredito que isso (lesão) já passou. Ele deveria estar mais confiante – afirmou.
O período longe da torcida e de toda a cobrança pela pior série de resultados da história (14 jogos sem vencer) permitiu que Autuori tentasse invadir a cabeça de Ganso. O treinador vem usando os dias na Europa para colocar alguns adversários como exemplos de bom futebol, o mesmo que ele tinha quando chegou à seleção brasileira com a camisa do Santos.
– Falei muito com ele aqui (Alemanha) para dar uma olhada (nos outros times), porque os meias precisam pisar na área, é ali que as coisas acontecem. Não é atrás. Isso não é só para ele. É para todos – disse.
Ganso é visto por dirigentes e alguns membros da comissão como um jogador acomodado, de pouca luta em campo, perfil que não agrada na atual fase. Vendê-lo passou a ser até uma alternativa cogitada pelos aliados de Juvenal Juvêncio para tentar recuperar o investimento feito no ano passado e evitar que o acerto se transforme em um “mico”.
– Tenho falado para o grupo que o cara que quer vencer no futebol precisa competir, principalmente quando defendeu um clube como o São Paulo. Um competidor, além da parte física, técnica e tática, precisa estar bem mentalmente. Nós vemos alguns jogadores que não possuem tanta qualidade técnica vencer porque são competitivos – ressaltou o treinador.
Autuori, aliás, se mostra favorável à realização de um trabalho psicológico para tentar fazer o jogador render como antes. Entretanto, deixa a decisão nas mãos do camisa 8.
– Acho que tem profissionais envolvidos nisso, além do próprio Ganso. Depende da pessoa. Espero que ele possa retomar e corresponder a expectativa de tantas pessoas. São muitas.
Nesta sexta-feira, a delegação do São Paulo chega às 14h (de Brasília) em Lisboa, após derrotas para Bayern e Milan na Alemanha. No sábado, o Tricolor joga contra o Benfica pela Copa Eusébio.