sexta-feira, 23 de maio de 2014

Com Douglas, Muricy relaciona 21 jogadores para duelo contra Grêmio


Douglas São Paulo (Foto: site oficial / saopaulofc.net)
Recuperado de lesão na coxa-direita, lateral-direito deve reassumir sua posição na partida deste sábado, contra o vice-líder do Brasileiro, no Morumbi, a partir das 21h Após o treino desta sexta-feira, o técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, definiu a lista dos 21 atletas relacionados para o jogo contra o Grêmio, que será realizada neste sábado, às 21h, no estádio do Morumbi. O Tricolor paulista vai em busca da reabilitação, já que, em seu último compromisso, foi goleado pelo Fluminense por 5 a 2, no Maracanã.
A principal novidade é a presença do lateral-direito Douglas, que sofreu uma lesão na coxa direita no jogo contra o Cruzeiro, pela segunda rodada do Brasileirão. O atleta ficou fora dos duelos contra Coritiba, Corinthians, Flamengo e Fluminense.  
Vale lembrar que o treinador conta com alguns desfalques: Alvaro Pereira (treina na seleção uruguaia já em preparação para a Copa do Mundo), além de Rodrigo Caio, Ademilson, Lucas Evangelista e Auro (servindo a seleção brasileira sub-21 que disputa o torneio de Toulon, na França).

Veja abaixo a lista dos atletas:

Goleiros: Rogério Ceni e Denis
Laterais: Reinaldo, Douglas e Luis Ricardo
Zagueiros: Antônio Carlos, Lucão, Paulo Miranda e Edson Silva
Meio-campistas: Souza, Maicon, Paulo Henrique Ganso, Boschilia, Hudson, Denilson e João Schmidt
Atacantes: Alexandre Pato, Luis Fabiano, Osvaldo, Pabon e Ewandro

Kaká aproveita férias, vai ao CT e diz: 'Pretendo voltar um dia ao São Paulo'

Kaka Luis Fabiano São Paulo (Foto: Site oficial do SPFC)

Meia aparece no centro de treinamento do Tricolor na manhã desta sexta-feira e acompanha trabalho comandado pelo técnico Muricy Ramalho O São Paulo recebeu nesta sexta-feira pela manhã um ilustre visitante. O meia Kaká, de férias no Brasil após disputar o Campeonato Italiano pelo Milan, compareceu ao CT da Barra Funda para visitar o clube que o revelou e encontrar antigos companheiros.

O jogador passeou pelas instalações e foi até o gramado para ver parte do treino comandado pelo técnico Muricy Ramalho. Na  beirada do campo, ficou conversando por quase uma hora com os amigos, principalmente o centroavante Luis Fabiano.
Kaká é o “sonho de consumo” do presidente Carlos Miguel Aidar. O dirigente costumeiramente cita o jogador como um de seus alvos. Por enquanto, isso não passa de um sonho. O técnico Muricy Ramalho falou sobre a carreira do jogador no Milan e citou as dificuldades de se repatriar um atleta de alto nível para o futebol brasileiro.

Kaka Pato São Paulo (Foto: Site oficial do SPFC)

- O Kaká sempre vem quando está no Brasil para passear. É o clube que ele jogou muitos anos, tem muitos amigos. A visita é sempre boa. É um jogador muito diferente, caríssimo, tem contrato por muito tempo com o Milan. Quem não gostaria de ter o Kaká? Mas não passa de um sonho. É um jogador sob contrato. E contrato bom - disse o treinador.
O jogador deixou claro que pretende um dia voltar a vestir a camisa do São Paulo.
- Pretendo voltar. Espero que um dia eu possa jogar no São Paulo novamente e vamos ver quando isso poderá acontecer. Sempre que estou de férias, aproveito para rever os amigos que deixei aqui. Seja com quem joga ou trabalha no clube, é sempre uma alegria relembrar as histórias e poder conversar - afirmou o meia, em entrevista ao site oficial do clube.
Kaká elogiou todas as obras que foram feitas no CT da Barra Funda desde que ele deixou o clube em 2003.
- Mudou muita coisa. A estrutura para a imprensa trabalhar, os quartos para a concentração dos jogadores e outras modernizações internas deixaram o CT muito bonito. Na minha época não tinha tudo isso, mas é legal ver que ao longo dos anos o clube foi aprimorando certas coisas - ressaltou.
No Tricolor, Kaká atuou de 1999 a 2003 e, nesse período, foi campeão do Torneio Rio-São Paulo, em 2001. Mesmo de longe, morando na Itália, o atleta segue acompanhando o time são-paulino e torcendo para o São Paulo.
- Como todo são-paulino, a minha expectativa é de que o clube consiga conquistar o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil -  finalizou.

Aidar mantém sonho da cobertura e já pensa em novas obras no Morumbi


Carlos Miguel Aidar, novo presidente do São Paulo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)
Dirigente vai usar próxima reunião do Conselho Deliberativo para voltar a discutir o assunto com a oposição do clube Enquanto o time segue dando sinais de irregularidade no Campeonato Brasileiro, o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, tem muito trabalho nos bastidores para encontrar uma maneira de tornar real a construção da cobertura do estádio do Morumbi. O projeto não tem mais construtora (a Andrade Gutierrez abandonou o negócio), e o fundo de investimentos que seria responsável por captar recursos já avisou que será muito difícil conseguir o dinheiro necessário em pouco mais de um mês, prazo que falta para expirar a validade do documento protocolado na Comissão de Valores Mobiliários. Isso poderia ser renovado no futuro.
Por isso, Aidar vai atacar em duas frentes. Ao mesmo tempo em que ainda considera a possibilidade de mudar o estatuto do clube (para que projetos colocados em votação possam ser aprovados com 50% dos votos, e não 75%, como é agora), ele vai usar a primeira reunião do novo Conselho Deliberativo, marcada para 9 de junho, para tentar um novo diálogo com a oposição.
– O Morumbi é um estádio que já foi exemplo de modernidade, mas as coisas mudam. Ainda acho que a principal alternativa é a construção da cobertura. Caso contrário, podemos procurar um parceiro que se encarregue das obras de adequação do estádio. Vamos conversar no dia 9 e esperar que a oposição se sensibilize e veja que está trabalhando contra o São Paulo – afirmou o dirigente.
Além da cobertura, Aidar pensa em aproximar as arquibancadas do campo.
– Se conseguirmos rebaixar o gramado em dois metros, seria possível puxar as arquibancadas. Só que, para isso acontecer, é preciso canalizar o córrego que passa por baixo do estádio e levar a água para a rua. Poderíamos pensar nisso como alternativa, mas ainda acho a cobertura a hipótese mais viável, assim como a construção de um estacionamento para os sócios que reclamam do problema da segurança – explicou.
Segundo o dirigente falou em outras ocasiões, dez construtoras protocolaram o interesse de fazer a obra no Cícero Pompeu de Toledo. Até agora, o valor estimado para cobrir o Morumbi é de R$ 470 milhões. 

Aidar diz que não quer vender Ganso, mas estipula preço: R$ 75,5 milhões


Ganso treino São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Presidente do São Paulo diz que, se pintar algum clube interessado pagar a multa rescisória, será obrigado a vender o jogador; clube ficaria com R$ 24 milhões Se algum clube estrangeiro quiser contratar Paulo Henrique Ganso, terá de abrir o cofre. Em entrevista concedida no início da tarde desta quinta-feira, o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, disse que só vende o atleta por € 25 milhões (R$ 75,5 milhões), valor da multa rescisória estipulada em contrato. O Napoli seria um dos interessados. Por qualquer outro valor, o dirigente afirmou que não há interesse em vender o camisa 10.
– O Ganso tem contrato conosco. O São Paulo possui 32% dos direitos econômicos do atleta e 100% dos direitos federativos. Não sei se o Napoli tem todo esse dinheiro, não conheço as finanças do clube italiano. Mas existe uma cláusula unilateral no contrato que obriga o clube a liberar o jogador pelo valor de 25 milhões de euros. Caso isso aconteça e o jogador queira ir, não poderei fazer. Terei de honrar o que alguém assinou no contrato – afirmou o dirigente, durante lançamento da Casa Pelé do Futebol no estádio do Morumbi.
 Antes, porém, em entrevista exclusiva à rádio Jovem Pan, Aidar desdenhou do poderio financeiro do Napoli e chegou a associar a imagem do clube à Camorra, a máfia napolitana. O clube italiano rebateu em nota oficial, ameaçando processar Aidar por difamação.
Ganso vive seu melhor momento no São Paulo desde que foi contratado do Santos, no final de 2012, por R$ 24,5 milhões. Desse valor, o Tricolor desembolsou R$ 17,5 milhões e a DIS, parceria do clube, pagou outros R$ 7 milhões. Vale lembrar que, se o clube italiano ou qualquer interessado pagar o valor estipulado, o Tricolor ficaria com R$ 24,1 milhões. A DIS ficaria com o restante, já que possui os outros 62% dos direitos econômicos do jogador.
Se Ganso for negociado, o Tricolor teria apenas Boschilia para jogar como armador, já que Jadson, que estava no clube até o começo do ano, foi envolvido na troca com o Corinthians que trouxe Alexandre Pato para o São Paulo. 

Ceni não fala em falha e culpa campo do Maracanã: molhado e rápido


rogerio ceni desembarque são paulo (Foto: Marco Ambrosio/Agência Estado)
Goleiro não segurou dois chutes de longa distância que culminaram em gols de Walter e Wagner. Capitão lamenta queda de produção do São Paulo na etapa final O goleiro Rogério Ceni acredita que o gramado do Maracanã foi determinante para não conseguir segurar os chutes que resultaram em gols de Walter e Wagner na goleada por 5 a 2 sofrida pelo São Paulo diante do Fluminense, no Maracanã, pelo Brasileirão. Na volta do time à capital paulista, nesta quinta-feira, o capitão não falou em falhas, mas destacou as dificuldades para defender as finalizações.

– Defendi, tentei afastar da área, num campo molhado. O Maracanã é um campo rápido – disse o capitão são-paulino, cercado por jornalistas e torcedores, no aeroporto de Congonhas.

As finalizações de longa distância atormentaram Ceni na partida. Ele não conseguiu agarrar as bombas de Conca e Rafael Sobis, uma em cada tempo, respectivamente, e permitiu que o Fluminense tirasse vantagem. Nas duas, os cariocas aproveitaram o rebote na área.
Para o goleiro, a queda de rendimento do São Paulo e a melhora do Fluminense na etapa final acabaram decidindo o jogo. O Tricolor foi para os vestiários vencendo por 2 a 1, mas acabou encurralado na etapa final e acabou goleado.

– Foi um resultado elástico, que sai da rotina do que vínhamos jogando nas primeiras rodadas. Perdemos espaço no segundo tempo. O Fluminense cresceu e teve um volume de jogo bem maior que o nosso. 

São Paulo corre para ter novas peças na zaga e reduzir buraco no elenco


Muricy Ramalho (Foto: Marcos Ribolli)
Se tem ataque milionário, Tricolor possui também uma defesa com jogadores questionados e em má fase. Muricy quer zagueiro e volante. Para ontem...
Em uma metade do campo, Ganso, Pato, Luis Fabiano e várias opções para montar o setor ofensivo. Na outra, uma defesa criticada, com atuações instáveis e que preocupam comissão técnica e diretoria. É com base nesse abismo que há no elenco do São Paulo que o técnico Muricy Ramalho espera pela chegada de um zagueiro e um volante até o fim da Copa do Mundo. 
O treinador não abre mão do estilo de jogo ofensivo, com todas as estrelas no ataque – ainda vai ganhar Alan Kardec após o Mundial. Mas, para colocar o Tricolor avançado, sabe que precisa fortalecer a parte de trás do time com jogadores de maior qualidade do que aqueles que conta no momento. O comandante sonha com um zagueiro que atue pelo lado direito para formar dupla com Antônio Carlos. O ex-botafoguense vem pecando bastante, porém, tem prestígio pelos gols que marca. Rodrigo Caio, que não aceita voltar a jogar como volante, perderá a vaga assim que o reforço desembarcar no Morumbi. Se é que será contratado. Paulo Miranda e Edson Silva não agradam, e Lucão é considerado muito jovem.
As opções para a lateral também não são absolutas. Douglas, sempre contestado pela torcida, desponta como titular absoluto assim que se recuperar da lesão na coxa esquerda. Luis Ricardo está longe de agradar, enquanto Auro também sofre com a inexperiência. Na esquerda, Alvaro Pereira domina, muito à frente de Reinaldo. Muricy solicitou a volta de Cortez, hoje no Criciúma, mas a diretoria vetou. 
O técnico quer também um volante com potência para marcar e atacar. Souza e Maicon chegam com facilidade ao setor ofensivo. No entanto, sofrem em demasia na marcação. As alternativas no setor também estão escassas. Wellington foi para o Internacional. Denilson continua em desgraça no clube. Hudson, reforço indicado pela diretoria, parece não agradar ao comandante. 
A diretoria tenta satisfazer os desejos do treinador, mas sofre com a falta de opções de qualidade no mercado. Ataíde Gil Guerreiro e Gustavo Vieira de Oliveira são os responsáveis pelos contatos em busca dos reforços. Para a zaga, Rafael Toloi pode voltar do Roma. Manoel, do Atlético-PR, também interessa. No meio, por enquanto, nenhum nome é especulado.
Na apresentação de Alan Kardec, o presidente Carlos Miguel Aidar cobrou Muricy ao dizer que o time estava montado e pronto para brigar pelo título. Entretanto, com as últimas atuações, vai precisar abrir o cofre para reforçar a defesa se quiser uma taça em seu primeiro ano no poder.