domingo, 12 de maio de 2013

Juvenal foge de culpa por crise e diz ser maior vencedor do São Paulo



Presidente joga responsabilidade pelos fracassos para os atletas e se proclama o dirigente mais vitorioso da história do Tricolor.



Presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio  (Foto: Carlos Augusto Ferrari  )
A crise no São Paulo não foi suficiente para Juvenal Juvêncio fugir de declarações polêmicas. Nesta sexta-feira, depois de anunciar a saída de sete jogadores, o presidente voltou a fazer seu discurso rebuscado e demorado. Desta vez, adicionou a eles a autopromoção. O dirigente bradou que não tem culpa no fracasso do time em 2013 e se proclamou o cartola mais vencedor da história do Tricolor.

– Vocês (jornalistas) sabem que eu acho que eu não tenho (culpa)? Eu procuro, mas não acho. Eu procurei fazer o máximo durante esse tempo. O Adalberto buscava jogador, negociava. Nós procuramos dar o melhor. Eu não vou transferir a culpa aos atletas. Não que eu esteja isento, porque estou dentro do processo, mas não contribui para a má fase, tanto que estamos aqui para reverter o quadro – afirmou.
Em seu último ano de mandato, Juvenal sonhava com a conquista da Libertadores para coroar sua passagem pelo principal cargo do clube. Ele participou da campanha vitoriosa do São Paulo na edição de 2005, mas ainda era diretor de futebol. No ano seguinte, assumiu a presidência e, em meio a mudanças no estatuto, não mais largou o poder.
– Eu andei lendo aí algumas coisas de que eu vou embora e não ganhei (a Libertadores). Vocês precisam fazer estatística. Eu sou o maior vencedor dessa história. É só verificar. Não tem ninguém que venceu mais do que eu como diretor ou presidente. O Juvenal vai embora, será lamentável e o clube vai perder muito – ressaltou.
O mandatário foi muito criticado nos últimos dias por não quer dar explicações sobre o momento do time. Após a derrota por 4 a 1 para o Atlético-MG, em Belo Horizonte, o dirigente trocou de voo e não acompanhou a delegação. O time desembarcou em Congonhas com toda a imprensa à espera, enquanto ele desceu em Guarulhos, longe das perguntas.
– Não fugi do assédio. Deus poupou-me do sentimento do medo. Não quis estar presente para não tomar atitudes intempestivas – justificou.

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